Curso de Fotografia Digital em Belém

12 03 2012
Curso de fotografia digital em Belém
(Clique na imagem para ampliar)
Após muita expectativa, posso anunciar a parceria com a Documenta Cursos em um curso de fotografia digital! O módulo é básico, não precisa ter conhecimento prévio sobre o assunto. Ideal tanto para quem quer tirar melhor proveito do seu equipamento mesmo sem a intenção de profissionalização, tanto para quem quer entrar no mercado da fotografia mas ainda não conhece nada sobre a técnica fotográfica.
As inscrições estão abertas, as turmas ainda não fecharam. E atenção: se você tiver como formar o seu grupo independente (a partir de 5 alunos) entre em contato com a Documenta, você ganha o seu curso!
O horário do curso com a tia Tereza aqui será matutino, das 9h às 13h. Não esqueça de mencionar que soube do curso por mim =)
Objetivos:
 
Este curso vai introduzir as diferenças entre Fotografia Analógica e Fotografia Digital. Vai permitir-lhe compreender como funciona uma Câmara Digital, para que servem os Formatos de imagem e a sua utilização, a exportar as Imagens da Câmara para o computador e/ou software de edição, a tratá-las e optimizá-las. Serão ainda abordados os retoques e reconstrução de uma fotografia antiga, a impressão das imagens e o uso dos perfis de cor.
Carga Horária: 20 Horas
Pré-Requisitos: Ter o Curso de Photoshop – Fundamentos da Documenta ou conhecimento equivalente. É necessário que o aluno tenha desenvoltura no manejo do sistema operacional (copiar, colar, recortar, criar pastas, salvar, renomear). Navegação e utilização da Internet.
Material Didático: Exclusiva Apostila Digital Documenta
Mais informações:
contato@documentacursos.com.br
8129 5523/8819 1042/ 3083 0819





Flederhaus: o local perfeito pra sesta!

7 03 2012

Esse projeto concebido pelo escritório de arquitetura Heri&Salli fica na Áustria, mas bem que poderia ter sido criado aqui nas bandas amazônicas do planeta… Afinal, quem vive neste calorão de floresta tropical sabe a necessidade de um cochilo maroto após a refeição do meio-dia, antes do retorno à labuta vespertina.

Espaço público projetado para redes

Imaginem um espaço público como esse em Belém, que maravilha!

Talvez nem precisasse ser um espaço público (e eu não sei se a Flederhaus é pública), já que é costume do brasileiro desprezar iniciativas gratuitas e tratar logo de depredar ambientes assim. Mas se uma empresa privada construísse algo do tipo, com a localização correta e uma boa gestão, o serviço faria sucesso.

Vista interna da Flederhaus

Nada mal, uma sonequinha com vista para a Baía do Guajará, com todo aquele vento gostoso refrescando a tarde.

O “Recanto da morrinha” (gostaram do nome? hehe) poderia contar com as opções de compartimentos climatizados (para quem já nasceu na menopausa, como eu, e não se refresca só com a brisa da tarde) ou simplesmente o janelão aberto, mais natural. Imagino que um quiosque de sorvetes da Cairu também não seria má ideia. Ou quem sabe um daqueles benditos frozen yogurts, para quem prefere uma alternativa mais saudável na merenda.

E na sua cidade, rola construir uma casinha para pendurar redes?

 





Dez descobertas com a primeira DSLR!

29 02 2012

Essa dica vai direto para os ingênuos compradores de câmeras “semiprofissionais”, aqueles que crêem poder fazer fotografias geniais tão logo adquiram sua primeira DSLR. O fotógrafo Anees K A deixou no Digital Photography School uma listinha com dez de suas descobertas enquanto desvendava sua recém-adquirida primeira câmera digital modelo “Single Lens Reflex”, e então resolvi trazer pra cá.

[Tradução livre e adaptada da autora do Interpretante Imediato]

1. O que você vê não é o que você vai ter.

Até o mínimo corte entre a cena vista no visor óptico e a imagem capturada faz diferença.

2. Pra ter o que você vê, é preciso entender a luz. Isso demanda bastante tempo, esforço e paciência.

Todos os ajustes relativos à luminosidade da foto precisam ser compreendidos em sua essência. Velocidade do obturador, abertura do diafragma, ISO, luz artificial, reflexos… Muitos itens a serem observados antes do clique.

3. A melhor habilidade que um fotógrafo precisa é antecipação e vivacidade para capturar um momento.

Se quiser as fotos extraordinárias, esteja sempre preparado, e comece a treinar sua mente para antever determinadas cenas logo antes que aconteçam. É um processo natural quando se trabalha um mesmo tipo de fotografia: infantil, casamentos, formaturas, retratos, shows…

4. Há tempo e lugar para cada tipo de equipamento.

Viajar para praias com câmeras e lentes intercambiáveis pode te deixar um pouco tenso. Tenha sempre à mão uma boa e simples compacta, como essa cor de rosa na mão da mamãe =)

5. As melhores fotografias que você vê não são acidentais. São o resultado final de reflexão e planejamento cuidadoso.

 É muito fácil dizer que poderia ter feito tal foto depois que ela está pronta, na sua frente. Também é fácil “culpar” a qualidade do equipamento, ou a sorte do fotógrafo de estar na hora e lugar certos.
6. Superar a inércia de usar uma DSLR não é o bastante. Lembre-se sempre de continuar aprendendo e aprimorando.
7. Ter uma DSLR não justifica o modo manual o tempo todo. O importante deve ser capturar o momento. Explore sua criatividade apenas se a situação permitir.
 Algumas vezes é mais produtivo acionar o modo prioridade para velocidade do obturador, e evitar o risco de perder uma bela foto de esporte ou dos seus sobrinhos lindos correndo no parque.
8. Ainda que você não se dê conta, a maioria das fotos que você vê online passaram por pós-processamento. Dedique um tempo para dominar algumas técnicas, o benefício vem a longo prazo.
 As melhores fotos ainda podem precisar de um retoque no contraste ou nas cores. E isso é tão normal quanto o processamento químico dos tempos da fotografia analógica.
9. Seja paciente com o seu índice de sucesso. Apenas algumas das inúmeras fotografias que você fizer serão úteis.
10. Equipamento caro não significa necessariamente melhores fotografias. Conheça seu equipamento como a palma de sua mão.
Eu, particularmente, ainda resisto um pouco a tirar a câmera do modo Manual.

E você, já fez essas descobertas por conta própria? Ou já descobriu outras coisinhas? Compartilhe nos comentários!





Dicas para fotografar em preto e branco

6 02 2012

Pessoal, desculpem-me a ausência prolongada, garanto a vocês que é por excelentes causas do mundo palpável aqui fora. De qualquer forma, não vou me alongar em #mimimi e vamos direto à retomada do ritmo aqui, que este é o primeiro post de 2012!

Recomecemos os post com dicas sobre fotografia trazidas direto do Digital Photography School. Estou com um artigo muito bom na minha pastinha de favoritos há um bom tempo, sobre fotografar em preto e branco. Os leitores antigos já conhecem o esquema, mas não custa repetir: tradução livre e adaptada da autora do Interpretante Imediato.

Bem, muitos fotógrafos da era digital estão acostumados a fotografar tudo colorido, e decidir quais imagens serão convertidas para o preto e branco já na pós produção. Naquela base da “tentativa-e-erro” que o fotógrafo digital está acostumado… Tudo bem, isso não é exatamente um problema. Mas você já experimentou fotografar “pensando em preto e branco”? Aqui vão algumas dicas.

1. Fotografe em cores

A maior parte das câmeras já tem uma pré-definição que nos permite fotografar em preto e branco. Não a use. Pode soar estranho, mas suas fotos monocromáticas podem ser bem melhores se feitas em cores.Uma boa imagem em preto e branco vai exigir pós-processamento, e o padrão da câmara de conversão preto e branco não é tão bom quanto ter a sua própria conversão preto e branco.

Foto feita em cores, convertida na pós produção utilizando filtro verde.

Porém, há uma exceção a esta regra: se fotografar em formato RAW, você pode usar a predefinição preto e branco em sua câmera tranquilamente. Quando fotografa em RAW, a câmera mostra uma pobre conversão preto e branco em seu monitor, mas as informações de cor ainda estão disponíveis no arquivo. Se a sua câmera suporta um formato RAW, eu recomendo usá-lo. Ele vai te dar mais controle sobreo resultado final. Neste caso, a pré-visualização em preto e branco no ecrã da câmara pode ajudá-lo a ter uma idéia de como uma versão em preto e branco pode parecer.

2. Use o menor ISO possível

O ISO 100 me garantiu contornos bem nítidos do casal fotografado em contraluz.

Sabemos que a textura granulada é bastante popular nas fotografias em preto e branco, mas é recomendável que se use o menor ISO possível no momento do clique. Assim como a conversão das cores, o efeito granulado pode ser muito mais interessante quando adicionado na pós-produção, já que o granulado digital não é tão interessante quando o granulado do filme analógico. Porém, é preciso precaução com a velocidade do obturador quando o ISO é mais baixo. É preferível uma imagem mais granulada e ainda nítida do que uma sem ruído mas com um borrão no lugar do assunto.

3. Fotografe em dias nublados

O céu torna-se o mais barato equipamento fotográfico: um grande difusor natural e gratuito para retratos interessantes.

O morador de Belém conhece bem aqueles dias cinzentos, quando temos a impressão que alguém fechou as cortinas do céu, e vemos aquela densa massa cor de asfalto cobrindo o horizonte. Pegue sua câmera e aproveite! São dias perfeitos para fotos em preto e branco, já que a luz é difusa e a transição entre os tons dos difetentes objetos é bem sutil. Se preciso for, pode-se aumentar o contraste da imagem na pós-produção.

4. Aprenda a enxergar em preto e branco

A aparência do mundo é diferente em preto e branco. Quando você aprende a “enxergar” desta forma, começa a perceber de imediato as boas oportunidades de uma foto monocromática. Tente imaginar como a foto vai ficar em preto e branco antes de apertar o botão. É preciso prática, não é muito fácil, mas pode ajudar muito.

Ok, bolo branco + noiva de branco + noivo de preto facilita bastante a pré-visualização de uma foto em preto e branco antes mesmo do clique... Mas deu pra entender o exercício, né?

Procure por formas. Elas provocam sombras que realçam os contornos de um objeto. Se a luz disponível é dura, as sombras também serão. Formas belas podem se perder na profusão de cores, e o preto e branco é ideal para realçá-las. Na ausência das cores, as estruturas ganham mais importância. Use a luz para encontrar estruturas.

O alto contraste em uma fotografia costuma resultar em uma imagem confusa, mas a remoção das cores torna o contraste uma forma de direcionar a atenção ao que você quer realçar.

5. Pegue a câmera e vá fotografar!

Explore =)

*Artigo adaptado do Digital Photography School





Oficina de Fotonovela – GibiMais 2011

13 12 2011

Isso mesmo que você leu: fotonovela =)

Afinal, que outra maneira seria mais interessante para reunir a narrativa da arte sequencial com a técnica fotográfica?

Mas tia Tereza, não tô entendendo nada! Ok, vamos por partes. Aconteceu em Belém, entre os dias 05 e 09 de dezembro de 2011, o GibiMais. Dentro da programação do evento, que obviamente girava em torno dos quadrinhos, foram realizadas algumas oficinas, e eu fui responsável por uma delas, juntamente com meu amigo Fábio Jansen, quadrinhista dos bons. (Duvida? Olha aqui uma amostra do portfolio do cara…)

A proposta da oficina era demonstrar e colocar em prática algumas técnicas básicas de fotografia e de ilustração, de modo que os participantes pudessem produzir uma pequena fotonovela, sem a necessidade de equipamentos ou habilidades profissionais, estimulando a criatividade através das limitações de recursos. Bem, como somos criaturas iluminadas, o grupo formado na turma da oficina se encaixou perfeitamente: um desenhista, uma fotógrafa e uma atriz. Já tinhamos o storyboard, os planos e a direção de elenco garantidos!

Após a criação de um roteiro para duas páginas no primeiro dia, o segundo dia foi para conhecer um pouco da técnica fotográfica e planejar as fotografias com base no storyboard criado. Coisa linda, jogo rápido, o roteiro estava bem elaborado, e o storyboard bem detalhado com relação aos planos de cada quadro. O passo seguinte era fotografar, e nesse momento, eu entrei, já que não havia um quarto componente na equipe. Juro que como mera apertadora de botão, enquadramento e composição eram dos alunos. Fotos escolhidas e devidamente impressas (papel sulfite mesmo, viu gente?) de acordo com a proporção da “página” que tomariam, era hora de cortar, diagramar e inserir as caixas de diálogo. O resultado? Confiram logo abaixo:

Já pode morrer de saudades deles?





Crédito não é moeda, é direito! – Parte 2

28 11 2011

Isso mesmo, queridos leitores. Por motivos de força maior, retomarei o espinhoso tema dos créditos da fotografia.

Há pouco mais de um ano, escrevi aqui sobre uma proposta indecente que os fotógrafos ouvem com uma freqüência bem maior do que a desejada: “você nos envia sua foto e nós ainda colocamos o seu nome lá do ladinho, vai ser bom pra divulgar seu trabalho!”

Gente, pelo amor de Robert Capa, o crédito não é um favor, é um direito assegurado por lei! Pra quem não quer ler tudo, vou copiar aqui só o capítulo “Da Utilização da Obra Fotográfica”

Art. 79. O autor de obra fotográfica tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda, observadas as restrições à exposição, reprodução e venda de retratos, e sem prejuízo dos direitos de autor sobre a obra fotografada, se de artes plásticas protegidas.

§ 1º A fotografia, quando utilizada por terceiros, indicará de forma legível o nome do seu autor.

§ 2º É vedada a reprodução de obra fotográfica que não esteja em absoluta consonância com o original, salvo prévia autorização do autor.

Entenderam ou querem que eu desenhe, queridos editores dos maiores jornais da região Norte do Brasil?

Pois muito bem, além de ouvir essa conversa fiada de ceder a nossa imagem em troca do nosso nomezinho ali do lado, ainda há casos em que as fotos são de fato publicadas sem o devido crédito! ISSO É CRIME!

Recentemente tive uma foto minha publicada na versão on-line de um desses “grandes jornais do Norte do Brasil”, com a parte em que coloquei a marca d’água cortada, e com a expressão “Jornal Fulano de Tal/Divulgação” no lugar onde deveria constar meu lindo nome. (veja aqui)

Neste caso específico, o crime se resume à não atribuição do crédito, porque eu havia sido contratada pela artista fotografada, sendo então de responsabilidade dela o pagamento pelo meu serviço prestado. Mas gente, se o relesse da artista já foi enviado com as fotos devidamente identificadas, qual o trabalho de colocar o meu nome, ao invés de “Divulgação”? É MEU DIREITO!

Depois de xingar muito no tuíter (e no feicebúqui), acabaram colocando o crédito corretamente, e me enviando um email pedindo desculpas pelo transtorno. Mas olha, se for pra repetir o erro, não adianta ficar tentando agradar mandando pedidos de desculpas.

Agora o erro foi um pouco mais complicado, por se tratar do jornal impresso da mesma empresa. Não há como corrigir, o jornal foi publicado no último domingo (27/11/2011), e não tem como incluir meu nome ali. Seria o momento de cogitar o acionamento do poder judiciário? Vejam na captura de tela abaixo.

Clique para ver maior

E percebam que as outras duas fotos estão devidamente creditadas. Por que então somente a minha foto caiu na conta do fotógrafo mais rico e requisitado do mundo, o senhor Divulgação?

Percebam que as duas situações tem a raiz em um mesmo problema: ninguém respeita a lei, e isso só acontece por conta da impunidade que impera na nossa sociedade. O crédito que acompanha a foto que eu fiz é um direito meu, não deve ser considerado pagamento pelo meu trabalho, e também não deve ser negligenciado.

Quero saber a opinião de vocês: o que fazer com essa empresa que está sistematicamente me boicotando e prejudicando a divulgação do meu trabalho?

Alguém mais aí já passou por situação semelhante? Quer contar?





Projeto Máquinas para Filosofar

25 11 2011

Fotógrafos e amantes da grafia da luz, mais um evento gratuito e imperdível na Cidade das Mangueiras!

 

Clique na imagem para ver maior

Para quem ainda não sabe, o SESC Boulevard tem uma variedade de programações culturais gratuitas bem interessantes, inclusive sobre fotografia. Fiquem de olho nas redes sociais!








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