Volumptuous: Aparador feito à mão

17 08 2011

Volumptuous é um aparador verdadeiramente original, uma peça que me testou como um fabricante e me fez sentir desconfortável como um designer.” Com estas palavras, o designer Edward Johnson apresenta seu produto. O que me deixa aliviada, já que realmente não vejo este aparador como um produto de design. Se for enquadrado como peça de arte, ok. Dêem uma olhada no móvel.

Eis o Volumptuous. Peça de design ou de arte?

O fato de ter sido fabricado à mão, ao meu ver, arrasta o móvel da categoria “design” para “artesanato”. Some-se a isto a redução das funcionalidade da peça decorrentes dos relevos decorativos, e temos então um objeto de arte. Talvez até bem interessante para ser definido, como costuma-se dizer no design de interiores, como a peça-chave de um ambiente. Mas convenhamos, fica um pouco complicado conseguir outras peças que harmonizem com um aparador tão cheio de informação visual, não acham?

Além disso, pro pessoal que mora em regiões de umidade relativa do ar em torno dos 90% (olá, Amazônia!), isso tem a maior cara de MDF estragado… Semiótica explica!

Vi aqui.





Cadeira com sombra funcional. Oi?

28 01 2011

Essa é uma daquelas idéias que designers comumente gostariam de ter tido. A cadeira denominada “Purposefulness of Shadow” [algo como "despropósito da sombra"]  consegue unir funcionalidade e visual em um produto de linhas simples.

Dependendo do ângulo de visão, pode confundir nossos olhos!

O grande barato é que a parte da cadeira que faz as vezes de sombra serve de compartimento para guardar objetos, como bolsas e casacos. Assim, ó:

Ideal para os que carregam consigo muitas "bagagens"

Ergonomicamente, eu faria uma ligeira observação: cadeiras com assento e encosto em absoluto ângulo reto me passam uma sensação de desconforto; e até onde me lembro das aulas na faculdade, o ideal é que se tenha uma angulação ligeiramente maior que 90º. Ergonomistas, confirmam?

Fora isso, o que ela precisa é de um nome mais comercial, porque… meio difícil “purposefullnes of shadow” ser bem aceito comercialmente…

Vi no Furniture Fashion.





Sofá pra não perder as coisas

8 11 2010

Levanta a mão quem já perdeu um objeto qualquer nos cantinhos de um sofá. Moeda, chave, brinco, celular… Super chato quando cai entre as almofadas e a gente quase desmonta o móvel pra encontrar né?

Eu ainda colocaria meu celular, os controles da TV, a revista da semana/mês...

Pois este sofá criado pelo escritório japonês Daisuke Motogi tem exatamente esse objetivo. Chamado de “Lost in Sofa” [perdido no sofá, em tradução livre], ele é feito de diversos cubos acolchoados, e os apertados espaços entre os cubos servem de suporte para você encaixar o que quiser [ou o que couber, claro].

Em detalhe, podemos imaginar uma combinação de cores aí, pra somar com a decoração, que tal?

 

Claro que, morando em Belém e tendo experiência como dona de casa, não dá pra deixar de imaginar o acúmulo de poeira…

Mais uma idéia genial vista no Freshome!





Mais um da série “semioticamente paradoxal”

19 10 2010

Um sofá feito pra ter cara de cimento. Tá certo isso? Designers da Kibisi criaram esse visual de almofadas empilhadas para a Versus, que incluem um pufe, uma cadeira, e dois sofás (dois e três lugares). Aparentemente, a idéia surgiu por causa de um dos parceiros da Kibisi, Bjarke Ingels, que procurava um sofá que refletisse seu estilo de vida voltado para a arquitetura. Então, além do formato de tijolos empilhados, as almofadas contam com botões especiais feitos de fibra de concreto.

 

Até parece confortável, não?

Depois do post dos vestidos de noiva em papel higiênico, me aparecem com esse sofá. Eu me pergunto: como deve ser a experiência de um sofá com cara de coisa dura? É tendência criar objetos dentro desse paradoxo semiótico?

 

Me diz se não parece uma trincheira??

Parênteses: não disse que é feio, nem disse que não gostei. Apenas fiquei realmente curiosa pra dar esse “barato” pro meu cérebro, sentir conforto em um sofá inspirado no concreto!

Já sabem né? vi no Freshome.








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