Da série “semioticamente paradoxal”: a Mesa Baralho!

13 01 2011

O assunto está rendendo uma boa série, não? Já estou pensando em instaurar uma coluna semanal com esse tema.

A vedete de hoje é uma mesa com tampo de vidro e… pés imitando castelo de cartas. Veja você mesmo:

Dá pra apoiar na mesa??

A idéia é do designer e arquiteto brasileiro Maurício Arruda, cujo trabalho é reconhecidamente lúdico e cheio de senso de humor.

Veja o que diz seu blog:

“O jogo de castelo de cartas faz parte do imaginário da maioria das pessoas e sua imagem é tão familiar que é possível acreditar que não haja alguém que não a identifique. Essa relação de familiaridade bem humorada é aposta das peças que o designer tem desenvolvido.”

Legal, né?

As peças são confeccionadas em chapas de aço de 4mm de espessura, e as cartas estão em escala. Uma idéia legal para aplicar tanto em ambientes clean, como peça de destaque, como para compor um ambiente totalmente lúdico. Particularmente, já imaginei usar os pés da mesa sem o tampo, como estante… ou com prateleiras, ao invés do tampo de mesa…

Muito bonito, muito lúdico. Mas eu talvez ainda tivesse medo de me apoiar…

Vi no Freshome.





Armário disfarçado de coluna

16 12 2010

Olha que coisa mais linda e cheia de graça, um armário que faz de conta que é uma coluna! A ideia de Sophie Mense é trabalhar uma forma que seja absorvida pelo espaço, e a coluna, sendo um elemento construtivo da casa, exerce bem esse papel.

Coluna ou armário?

O projeto consiste em uma peça de cedro fixada no teto com portas e gavetas, e um pedestal de mármore Carrara que, além de compor a coluna visualmente, serve tanto como assento como para alcançar os compartimentos mais altos do engenhoso armário.

Pode sentar ou subir pra pegar algo lá em cima!

Uma observação: o fato de a coluna ficar no meio da sala poderia até ser um problema; mas quando você lembra que o projeto é de cedro e inclui um bloco de mármore Carrara, conclui-se que a sala de quem vai comprar o produto deve ser imensa…

Vi no Freshome.





Sofá pra não perder as coisas

8 11 2010

Levanta a mão quem já perdeu um objeto qualquer nos cantinhos de um sofá. Moeda, chave, brinco, celular… Super chato quando cai entre as almofadas e a gente quase desmonta o móvel pra encontrar né?

Eu ainda colocaria meu celular, os controles da TV, a revista da semana/mês...

Pois este sofá criado pelo escritório japonês Daisuke Motogi tem exatamente esse objetivo. Chamado de “Lost in Sofa” [perdido no sofá, em tradução livre], ele é feito de diversos cubos acolchoados, e os apertados espaços entre os cubos servem de suporte para você encaixar o que quiser [ou o que couber, claro].

Em detalhe, podemos imaginar uma combinação de cores aí, pra somar com a decoração, que tal?

 

Claro que, morando em Belém e tendo experiência como dona de casa, não dá pra deixar de imaginar o acúmulo de poeira…

Mais uma idéia genial vista no Freshome!





Mais um da série “semioticamente paradoxal”

19 10 2010

Um sofá feito pra ter cara de cimento. Tá certo isso? Designers da Kibisi criaram esse visual de almofadas empilhadas para a Versus, que incluem um pufe, uma cadeira, e dois sofás (dois e três lugares). Aparentemente, a idéia surgiu por causa de um dos parceiros da Kibisi, Bjarke Ingels, que procurava um sofá que refletisse seu estilo de vida voltado para a arquitetura. Então, além do formato de tijolos empilhados, as almofadas contam com botões especiais feitos de fibra de concreto.

 

Até parece confortável, não?

Depois do post dos vestidos de noiva em papel higiênico, me aparecem com esse sofá. Eu me pergunto: como deve ser a experiência de um sofá com cara de coisa dura? É tendência criar objetos dentro desse paradoxo semiótico?

 

Me diz se não parece uma trincheira??

Parênteses: não disse que é feio, nem disse que não gostei. Apenas fiquei realmente curiosa pra dar esse “barato” pro meu cérebro, sentir conforto em um sofá inspirado no concreto!

Já sabem né? vi no Freshome.





EstanTetris!

6 10 2010

Essa é pra quem teve infância/adolescência na década de 80: que tal uma estante inspirada no Tetris, aquele joguinho de encaixe altamente viciante? Colorida e com alto poder de customização, a estante se encaixa combina com quarto de criança, escritório de design, sala de música, e qualquer outro ambiente que exale criatividade e vivacidade. Contanto, é claro, que você não exagere nas cores e elementos restantes do ambiente, e deixe a estante como ponto de foco da decoração.

Não deu vontade de jogar?

A estante mede 2 x 2,2m e é toda modulada, permitindo o encaixe da forma que for mais conveniente ao usuário. Não poderia ser de outra maneira!

Vi no Freshome. E o nome “estantetris” é pura invencionice da minha cabecinha tá?





Mens sana in corpore sano: bibliocicleta!

21 09 2010

Outro dia li um texto exaltando homens barrigudos. Algo sobre a ilusão de que ”homem sarado é burro e chato, e homem barrigudo é inteligente e interessante”… Polêmicas e generalizações à parte, acredito que tem muita gente por aí que ainda pensa como os gregos faziam há séculos atrás, cuidando da mente e do corpo com a mesma dedicação.

Para essas pessoas, existe uma estante perfeita!

Bibliocicleta?

A Bike Shelf foi criada pelo designer Chris Brigham, depois de observar a falta de espaço adequado para bicicletas nos apês de seus amigos em São Francisco e Nova Iorque. É feita de madeira (nogueira, no caso) e suspensa por haste de aço. Segundo o designer, o projeto inicial foi concebido para comportar grande parte dos tamanhos e formatos de bicicletas, mas se o cliente precisar pode encomendar uma peça personalizada para suas necessidades.

É claro que a parte superior da prateleira não precisa necessariamente abrigar livros, ela está lá disponível para qualquer coisa que você queira usar. Mas guardar livros junto com a bike é realmente uma idéia bonita, saudável e decorativa, não acham?

Vi no Freshome, no gblog e no knife&saw.