Design com arte

29 06 2010

Há dias raiou no céu candango uma nova estrela. E ela começa com aletraB. Sim, assim mesmo, aletraB. Tudo junto, o B em caixa alta. Uma estrela que já nasce pro sucesso.

Daniel Banda: artista plástico, baterista, designer, diretor de arte. Não necessariamente nessa mesma ordem.

Kátia Ortiz: publicitária, fotógrafa, produtora. Tudo junto.

Esses dois finalmente concretizaram um sonho, para realizar os nossos! A marca que criaram reúne estilo, irreverência e um ar de novidade com cheiro de criatividade. Meus preferidos até agora são os bloquinhos com capa de discos de vinil, um clássico no repertório de quem curte uma referência vintage; e as embalagens feitas com chapa de radiografia redecoradas, essencial pra quem procura a “etiqueta verde” em tudo o que consome. Eu nem fumo, mas compraria o cinzeiro só pra ter a embalagem!

Olha que massa! e ainda vem com adesivo da agulha, gente!

Os produtos são lindos, e se eu bem conheço os dois, o acabamento é impecável. Estou louca pra ganhar de presente comprar uma carteira, só pra conferir, sabe…

Ah sim, eles entregam pelo correio, se você não mora na capital do meu país.





Ainda sobre reciclagem…

3 05 2010

No mesmo blog em que vi as borboletas de latinhas, encontrei essas cadeiras produzidas com um compósito de PET reciclado e outros materiais. A cadeira é resultado de uma parceria entre a Emeco, uma indústria de móveis de alumínio, e a Coca-cola, que acredito dispensar apresentações.

As cores ficaram bem legais, não?

Para produzir cada cadeira são necessárias 111 garrafas recicladas do refrigerante de cola; cada cadeira tem aproximadamente 60% de PET [ Polietileno tereftalato ] e uma combinação de elementos que vão de pigmentos a fibra de vidro, para dar mais resistência. Por enquanto, estão a venda somente aqui.

Eu concordo que a cadeira é bem bonita, as cores são legais e ela parece confortável. Mas quem estuda design deve ir um pouco além do combo forma/função, certo? Então me pergunto: qual o custo de produção das cadeiras? Será que o valor de duzentos e trinta dólares por unidade reflete apenas o design reconhecido da Navy Chair e a marca da Coca-Cola? Porque sabemos que, mesmo sem etiquetas famosas, em geral os preços finais são maiores que o de produtos não-reciclados [vide o preço da resma de papel reciclado]. Talvez tenhamos aqui um caso semelhante ao do ventilador Spirit, que é todo ecologicamente correto, teve o seu design premiado e custa uma fortuna?

E com relação à durabilidade, qual a vida útil? Qual o peso máximo que ela suporta com segurança? Segundo o site onde a cadeira está à venda, a produção foi pensada de forma a reproduzir a mesma qualidade, durabilidade e segurança das cadeiras Navy originais, de alumínio. Mas, são eles que estão dizendo, né?

Eu pergunto: você compraria?

[UPDATE: encontrei um post mais completo no Ypsilon2]





Era lixo, virou decoração!

12 04 2010

Olha só que idéia bacana: Paul Villinski modela borboletas a partir de latinhas amassadas de cerveja recolhidas nas ruas da cidade de Nova Iorque. Segundo o artista, as borboletas são como flocos de neve, não há duas iguais. Ele não deixa claro o processo de criação das peças, mas insinua que meditação e yoga fazem parte da preparação, já que não deve ser fácil modelar delicadas antenas de borboletas em latas amassadas…

Uma das aplicações que mais gostei!

Aparentemente, a proposta não se enquadraria no que eu costumo classificar como design, já que a produção é artesanal. Mas bem que a idéia poderia ser adaptada a uma linha de produção, hein?

Conheça outros trabalhos do Paul Villinski aqui. Eu vi aqui.








%d blogueiros gostam disto: