Separação, jamais.

29 12 2010

Três irmãs que me escolheram.

Amigos meus, está chegando a hora
Em que a tristeza aproveita pra entrar
E todos nós vamos ter que ir embora
Pra vida lá fora continuar

Tem sempre aquele
Que toma mais uma no bar
Tem sempre um outro
Que vai direitinho pro lar

Mas tem também
Uma sala que está vazia
Sem luz, sem amor, sombria
Prontinha pro show voltar

E em novo dia
A gente ver novamente
A sala se encher de gente
Pra gente comemorar

- Vinicius de Moraes

Beijo bom!





Momento clichê.

9 05 2010

Estou com o editor aberto há cerca de 40 minutos, e ainda não encontrei uma forma de abordar o Dia das Mães sem passar pelos lugares-comuns associados à data. Já escrevi e apaguei vários parágrafos. Já fui beber uma água, Já fiquei parada olhando para o espaço em branco.

Não dá.

Já pensei em colocar a clássica letra Mãezinha Querida. Já vasculhei os textos de Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa, qualquer poeminha que coubesse. Só não queria Roberto Carlos. Nada.

Foi então que decidi mudar o alvo. Sim. Ao invés de palavras para ela, palavras que eu sei que viriam dela. Para mim. Assim talvez ela descubra que eu a entendo, mais do que ela imagina. Não precisa esperar aquele tão proferido “um dia você vai ter filhos também…”


Eu sei, foto repetida. Mas eu gosto muito dela, e tenho certeza que a Delmamis também gosta.

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

[Confiram a Valsa para uma menininha, de Vinicius e Toquinho]

PS: Esse texto é especial para minha Delmãe, mas a homenagem se estende às minhas outras duas mães brancas, Cláudia Schneider e Alice Brandão; à minha futura sogra amadíssima Ana Maria Azevedo; à minha madrinha Fátima Silva; às minhas tias Auristela, Azolina e Ester Ribeiro; Marly Penha, Ana Lúcia e Inalda Jardim; às primas-mães Danielle e Déborah Jardim e Fernanda Alfaia; à vó Ana Júlia, tia Telma Bruno, tia Socorro Jardim, prima Geyzianne; às mães amigas D. Nazaré e Regina Marques, Regilda, Lúcia Coqueiro, Vanda Souto, Luzia Teixeira, Diná, Graça Dinelli, Conceição Medeiros, Izabel Azevedo, Helena Pereira, Célia Ribeiro, Helô, Socorro Dias, Renata e Dalva Bruno, Adriana, Paula Fortinho, Susanna Negrão, Viviane Freitas, Layne, Renata Nascimento, Vanessa Regina, Raisa Covre, Karina Gaya, Priscilla Ramos, Anelisa, Flav @DonaFarta, Line Sena, Déia, Lee… meninas, a ordem de aparição é absolutamente aleatória, e se eu esqueci de colocar seu nome, perdoe a cabecinha avoada, mas sinta-se homenageada da mesma forma!

PS2: a letra da música vai ficar cor-de-rosa mesmo, porque minha mãe vai achar lindo combinar com o vestido da foto.





É hoje!

3 03 2010

Hoje farei uma pausa na semiótica, no design, na fotografia, e ficarei na poesia, por ele. Porque a palavra casal tomou um novo significado depois dele. Porque ele me fez voltar a acreditar quando eu não queria mais. Porque ele me ensinou a re-escutar músicas atribuindo um novo sentido a elas. Porque ele me ensinou a planejar menos e agir mais. Porque ele me ensinou até a desenhar vegetação…

Talvez eu não tenha deixado tão de lado a semiótica e o design… A fotografia e a poesia estão expressas logo aí.

O aniversário é dele, mas o presente é meu. E deixarei que Vinicius diga a ele por mim.

Canção de nós dois

Tudo quanto na vida eu tiver
Tudo quanto de bom eu fizer
Será de nós dois
Será de nós dois

Uma casa num alto qualquer
Com um jardim e um pomar se couber
Será de nós dois
Será de nós dois

E depois, quando a gente quiser
Passear, ir pra onde entender
Não importa onde a gente estiver
Estaremos a sós

E depois, quando a gente voltar
O menino que a gente encontrar
Será de nós dois
Será de nós dois

E de noite quando ele dormir
O silêncio do tempo a fugir
Será de nós dois
Será de nós dois

E por fim, quando o tempo fugir
E a saudade nos der de nós dois
E a vontade vier de dormir
Sem ter mais depois

Dormiremos sem medo nenhum
Pois aonde puder dormir um
Podem dormir dois
Podem dormir dois
Podem dormir dois

O chimpanzé e a bióloga, segundo ele.









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