Fotógrafo iniciante, conheça sua câmera!

[tweetmeme source=”interpretante”]

Esse é o texto que eu gostaria de ter escrito. Na verdade, é o texto que eu gostaria de ter encontrado quando comecei a estudar fotografia. Hoje é bem simples entender o papel do sensor, do diafragma, do obturador e do ISO, mas foi difícil no começo. No meu TCC eu chego a fazer essa comparação entre a câmera fotográfica e o aparelho visual humano (olhos + nervos + cérebro), mas não pude (e nem precisava) me aprofundar tanto na metáfora.

Foto de Leonardo Mendonça

Chega de papo, vamos à explicação, breve e clara:

1. Sensor: é o cérebro. É onde a imagem será processada e armazenada. Essa etapa da visão a ciência ainda não conhece de maneira detalhada, portanto, quem sou eu para dizer mais do que isso aí…

2. O ISO representa o grau de sensibilidade dos olhos à luz. Quanto maior o valor do ISO, maior sua sensibilidade. Na prática, isso significa que, ao fotografar externas em dias de sol, o ISO 100 em geral é suficiente. Já durante uma festa, um jantar em um ambiente mais escuro e durante a noite, é necessário usar valores de ISO acima de 800 para conseguir uma imagem clara. Aqui entra um detalhe: quanto maior o valor do ISO, mais grãos vão aparecer na fotografia. Mas não se preocupe, muitas das vezes esses grãos são charmosos e compõem bem fotografias clássicas, como retratos em preto e branco.

3. A abertura é determinada pelo diafragma, como a pupila. Quanto maior a abertura (e menor o número que a representa), mais luz pode entrar na câmera e atingir o sensor. Como quando saímos para a rua e  sol está bem forte, nos sentimos temporariamente cegos, e a claridade é intensa durante os segundos em que nossas pupilas se contraem e diminuem a abertura que permite a passagem dos raios luminosos até a retina. Isso é como uma superexposição. O contrário também é válido, a sub-exposição pode ser comparada ao momento em que voltamos para um ambiente mais escuro e as pupilas demoram a ampliar a sua abertura.

4. O obturador é a piscada. Ou seja, a velocidade do obturador vai determinar por quanto tempo o sensor ficará exposto à luz, assim como a velocidade das nossas piscadas determina o quanto expomos a retina.

Uma das coisas mais importantes a se aprender na fotografia é justamente lidar com essas variáveis para encontrar a melhor exposição em cada situação e tipo de luz. Em um próximo post, vou exemplificar com imagens as diferenças que os ajustes dessas variáveis causam na imagem final.

Ah, sim! O post original, em inglês, eu vi no DPS, claro.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s