A candeia e o alqueire. Ou de como devemos compartilhar o conhecimento.

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Queridos leitores! Vocês têm acompanhado meu crescimento profissional, ainda que nem se apercebam disso. Eu hoje estou no começo da minha carreira, e ainda tenho muito feijão pra comer. Talvez o que alguns de vocês realmente não saibam foi que eu comecei a aprender sobre fotografia sozinha. O que eu disse? Sozinha?? Não. Por conta própria.

Há poucos anos, eu não tinha a intenção de abraçar a fotografia como profissão. Descobri que gostava, me diziam que eu fazia fotos legais, e então resolvi aprender. Comecei pesquisando sobre o tal do ISO, da abertura, velocidade, exposição, composição, regra dos terços… Foi bem difícil no começo, mas não desisti.

Lembra da passagem do evangelho, quando Jesus diz que não se acende uma candeia para colocá-la sob o alqueire, mas sim sobre o candeeiro? Então...

E sabem o que me fez não desistir? Pessoas que compartilham seus conhecimentos. Grandes fotógrafos [não necessariamente os famosos, mas muito bons fotógrafos] que disponibilizam na internet, de graça, informações sobre a técnica e o conceito. Gente que escreve tudo bem explicadinho sobre o equipamento e sobre o olhar. E eu acho essas pessoas geniais.

Tem muita gente por aí que não gosta de ensinar o que sabe. Vocês conhecem? O cara é expert em um assunto, mas não ensina ninguém com medo de perder mercado. Medo da concorrência o superar. Isso é triste.

Aprendi, observando e vivenciando, que o conhecimento deve ser compartilhado sim. E quanto mais você compartilhar, mais sucesso vai ter. Não me pergunte por que, ainda não descobri a matemática da coisa. Mas os profissionais de maior sucesso que conheço são aqueles que compartilham seu conhecimento.

Pode ser como a Huaine Nunes, escrevendo o bê-a-bá da fotografia para quem mal sabe ajustar a câmera. Pode ser como a Jasmine Star, mostrando o próprio caminho que ela percorre para os que já sabem usar o modo manual, mas ainda têm muito o que aprender sobre construir uma fotografia.

Não importa a profundidade do tema abordado. O importante é que essas pessoas dividem. Sem medo de perder mercado. Essas pessoas sabem que não basta “saber fazer”.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a esses fotógrafos, que compartilham não só seu trabalho belíssimo, mas também os caminhos que eles percorrem. Talvez um dia eu faça um post só para indicar essas feras.

OBS: eu já tive mestres que me ensinaram ao vivo, viu gente! Leonardo Mendonça e Marcos Barbosa, em especial. E já tive a oportunidade de comprar livros de fotografia, para aprofundar mais no conhecimento. Próxima meta: cursos!

OBS2: esse texto não é, de forma alguma, a defesa da não-remuneração da produção intelectual. Ao contrário, valorizo e incentivo a produção [remunerada] de livros e de cursos. O conhecimento divulgado e compartilhado gratuitamente é apenas uma parte do que pode ser aprendido.

Um comentário sobre “A candeia e o alqueire. Ou de como devemos compartilhar o conhecimento.

  1. Carlos Matos disse:

    Interessante… Como lhe disse, tô começando a me apaixonar pela arte… Você disse que há na internet profissionais ensinando… Qual vc indica, site ou algo do tipo… E também livros… Há algum em especial?

    Bjuxxxx no coração…

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