Sobre viver e fotografar

Li um texto publicado no blog do grande fotógrafo Vinicius Matos, e como meu comentário estava ficando demasiado longo, resolvi trazer pra cá as minhas reflexões.

Não basta conhecer, é preciso provar que lá estive!

Não sei se posso dizer que sou do tempo da fotografia analógica. Cresci com ela, sim, e convivi com ela até os 22 anos, quando ganhei minha primeira câmera digital [não integrada em um aparelho celular… essa veio uns dois anos antes].
Mas definitivamente vivo como nesse tempo. Viajar e flanar. Observar a vida ao seu redor. Fugir de roteiros turísticos e simplesmente fazer o que os moradores do local fazem. Sentir como é a vida ali. Muita gente prefere os roteiros turísticos, câmera sempre a postos, não se pode perder nenhuma cena.
Olho ao meu redor, álbuns virtuais dos amigos e conhecidos nas redes sociais, dezenas de fotos de cada reuniãozinha, cada aniversário, cada natal. E mesmo nas reuniões em que eu estou presente [como convidada, não a trabalho!], sou cobrada a fotografar o tempo todo. Me pergunto se as pessoas não estão curtindo o momento, vivenciando… Eu não quero parar toda hora, pensar em configuração de câmera, em poses, em enquadramento… e a cada clique, mais alguém se junta ao grupo, e os cliques se sucedem… e cadê o tempo de simplesmente conversar, rir, ouvir estórias?
Às vezes penso que nasci velha demais. Ou tarde demais.

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