Belém, 395 anos.

Não vou escrever sobre a cidade hoje. Já escrevi no Ponto Zero, se quiserem conferir o que acho da cidade, do aniversário e da população.

Vou deixar o espaço aqui só para fotos. Fotos de como eu vejo essa cidade. Fotos de como eu quero mostrar essa cidade. Recortes de uma realidade calorenta, suada, e com cheiro de tucupi.

Cestaria e o mercado de ferro ao fundo

Toda cidade tem a sua, mas a nossa é a mais bonita com certeza...

Canhões e uma garça, posando pra tia Tereza =)

Detalhes da Praça Batista Campos, apaixonantes!

Se quiser ver mais fotos minhas da cidade, clique nas imagens que elas levam ao meu flickr! Todas essas fotografias são de minha autoria, e foram produzidas para o meu trabalho de conclusão de curso, o projeto Belém na Foto.

Belém na Foto

Então… está chegando o dia!

Na próxima segunda-feira, dia 14 de dezembro de 2009, às 20h, estarei começando a defesa do meu trabalho de conclusão de curso.

Embarcação e Praça do Pescador, vistos da Estação das Docas. Ah, e lá no fundo o Ver-o-Peso.

Foram 4 anos de graduação em 7, então vocês podem fazer idéia do quanto isso é importante pra mim. Aliás, não só pra mim, mas para algumas pessoas importantes também, que sempre se preocuparam com meu futuro.

Após tantas idas e vindas, tantas voltas que dei, tantas decisões tomadas e repensadas, cá estou, terminando enfim o bendito curso de design.

Bem, pelo menos uma coisa eu mantive: a paixão pela semiótica. Para quem não sabe, eu cheguei a preparar um TCC na época em que deveria ter me formado. E ele também estava baseado na excelente ferramenta que o mapa lógico criado por Peirce nos fornece pra entender o mundo, especialmente os processos de comunicação.

Esse trabalho foi a razão primeira para a criação desse blog. Muitas vezes eu senti a necessidade de dividir as descobertas e reflexões que o referencial teórico me proporcionaram. Nem todas as vezes eu pude trazê-las aqui, até por causa do tempo curto. Mas o pouco que trouxe me foi muito válido.

E digo mais: o blog está me fazendo acreditar na carreira acadêmica como caminho pro meu futuro. Eu sou simplesmente apaixonada pela semiótica, pela fotografia, pela comunicação, e se meus olhos brilham quando eu penso em um novo texto pro blog, provavelmente vão brilhar a cada nova aula que eu preparar.

É isso. O último passo pro começo efetivo de uma carreira. A apresentação da coleção de cartões postais Belém na Foto, um novo olhar sobre a cidade, uma forma apaixonada de mostrar as peculiaridades da cidade morena. Tudo isso baseado em um novo olhar sobre a fotografia como signo.

E convido a quem quiser e estiver de bobeira na segunda, pode aparecer lá!

Centro de Ciências Naturais e Tecnologia – CCNT

Travessa Enéas Pinheiro, 2626,  Sala 15, 1º andar.

Círio de Nazaré

Como não podia deixar passar em branco uma das maiores festas religiosas do país, o post de hoje é sobre o Círio de Nazaré.

Porém, não vou falar das belíssimas fotos que todos os anos pipocam por aí, nem dos vários elementos carregados de simbologia para o povo paraense.

Vou apenas mostrar o vídeo produzido para ser veiculado nas aeronaves de uma certa empresa aérea nacional,  e que foi recusado por que a empresa o considerou “religioso demais”.

Bem, pra começo de conversa, o festejo do Círio de Nazaré é considerado Patrimônio Imaterial da Humanidade pelo IPHAN. Quem me contou foi o Pedrox. Só isso já seria suficiente pra justificar a veiculação do vídeo.

Mas, acima do conteúdo religioso, a festa de Nazaré já adquiriu um valor simbólico e cultural muito forte no nosso estado e na nossa cidade.

Não é só a Santa passando! São a corda, as imagens que materializam as graças alcançadas, que representam as promessas, são as comidas, os brinquedos de miriti, o gesto de abrir a casa pra receber visitantes de fora que querem ver a procissão de perto…

Sem contar no alto impacto econômico que a festa envolve, com o arraial, a feira, o aumento estonteante do fluxo de turistas… Enfim, milhares de elementos que constróem essa grande festividade.

Uma pena.

E bom Círio a todos vocês, paraenses ou não, em Belém ou não!