Moody Couch: finalmente um sofá com cara de conforto!

Pra quebrar a série dos “semioticamente paradoxais”, aqui vai um sofá com a maior cara de conforto, daqueles que a gente olha e já solta um bocejinho gostoso: Moody Couch.

Me diz se não dá vontade de ficar abrigadinho ali dentro, namorando, lendo um livro ou simplesmente morgando?

A designer Hanna Emelie Ernsting ganhou até prêmio no imm cologne 2011, competição para jovens designers. A peça inclui o sofá, que conta com madeira na sua estrutura; e uma capa gigantesca, que pode ser “moldada” de acordo com o humor do usuário.

Eu só quero dizer que estou desejando intensamente um desses na minha sala, e quem conhece meu home office sabe por quê =)

Eu vi no FurnitureFashion.

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Armário disfarçado de coluna

Olha que coisa mais linda e cheia de graça, um armário que faz de conta que é uma coluna! A ideia de Sophie Mense é trabalhar uma forma que seja absorvida pelo espaço, e a coluna, sendo um elemento construtivo da casa, exerce bem esse papel.

Coluna ou armário?

O projeto consiste em uma peça de cedro fixada no teto com portas e gavetas, e um pedestal de mármore Carrara que, além de compor a coluna visualmente, serve tanto como assento como para alcançar os compartimentos mais altos do engenhoso armário.

Pode sentar ou subir pra pegar algo lá em cima!

Uma observação: o fato de a coluna ficar no meio da sala poderia até ser um problema; mas quando você lembra que o projeto é de cedro e inclui um bloco de mármore Carrara, conclui-se que a sala de quem vai comprar o produto deve ser imensa…

Vi no Freshome.

Mais um da série “semioticamente paradoxal”

Um sofá feito pra ter cara de cimento. Tá certo isso? Designers da Kibisi criaram esse visual de almofadas empilhadas para a Versus, que incluem um pufe, uma cadeira, e dois sofás (dois e três lugares). Aparentemente, a idéia surgiu por causa de um dos parceiros da Kibisi, Bjarke Ingels, que procurava um sofá que refletisse seu estilo de vida voltado para a arquitetura. Então, além do formato de tijolos empilhados, as almofadas contam com botões especiais feitos de fibra de concreto.

 

Até parece confortável, não?

Depois do post dos vestidos de noiva em papel higiênico, me aparecem com esse sofá. Eu me pergunto: como deve ser a experiência de um sofá com cara de coisa dura? É tendência criar objetos dentro desse paradoxo semiótico?

 

Me diz se não parece uma trincheira??

Parênteses: não disse que é feio, nem disse que não gostei. Apenas fiquei realmente curiosa pra dar esse “barato” pro meu cérebro, sentir conforto em um sofá inspirado no concreto!

Já sabem né? vi no Freshome.

EstanTetris!

Essa é pra quem teve infância/adolescência na década de 80: que tal uma estante inspirada no Tetris, aquele joguinho de encaixe altamente viciante? Colorida e com alto poder de customização, a estante se encaixa combina com quarto de criança, escritório de design, sala de música, e qualquer outro ambiente que exale criatividade e vivacidade. Contanto, é claro, que você não exagere nas cores e elementos restantes do ambiente, e deixe a estante como ponto de foco da decoração.

Não deu vontade de jogar?

A estante mede 2 x 2,2m e é toda modulada, permitindo o encaixe da forma que for mais conveniente ao usuário. Não poderia ser de outra maneira!

Vi no Freshome. E o nome “estantetris” é pura invencionice da minha cabecinha tá?

Móveis queimados… de propósito!

Tá precisando de uns banquinhos ou mesinha de centro? Tem uns tocos de madeira no quintal? Por que passar horas serrando, montando, lixando e envernizando se você pode simplesmente tocar fogo nos tocos?

Detalhe do fundo, completamente queimado.

Essa é a proposta do designer belga Kaspar Hamacher. A intenção é criar peças com um certo efeito dramático, mantendo a cara de artesanato. Deve ficar muito bem no jardim, ou até mesmo fazendo parte de uma decoração simples e minimalista.

Mas atenção: não tente fazer isso em casa! Afinal, não sabemos os preparativos e cuidados que envolvem a confecção das peças. Aliás, não sei como andam as florestas nativas na Bélgica, mas aqui no Brasil deve até ser fácil encontrar tocos já queimados, e precisar apenas fazer um acabamento legal… Alguém aí conhece algum projeto nacional semelhante? Não encontrei nada…

Vi no Freshome, claro.

Mens sana in corpore sano: bibliocicleta!

Outro dia li um texto exaltando homens barrigudos. Algo sobre a ilusão de que “homem sarado é burro e chato, e homem barrigudo é inteligente e interessante”… Polêmicas e generalizações à parte, acredito que tem muita gente por aí que ainda pensa como os gregos faziam há séculos atrás, cuidando da mente e do corpo com a mesma dedicação.

Para essas pessoas, existe uma estante perfeita!

Bibliocicleta?

A Bike Shelf foi criada pelo designer Chris Brigham, depois de observar a falta de espaço adequado para bicicletas nos apês de seus amigos em São Francisco e Nova Iorque. É feita de madeira (nogueira, no caso) e suspensa por haste de aço. Segundo o designer, o projeto inicial foi concebido para comportar grande parte dos tamanhos e formatos de bicicletas, mas se o cliente precisar pode encomendar uma peça personalizada para suas necessidades.

É claro que a parte superior da prateleira não precisa necessariamente abrigar livros, ela está lá disponível para qualquer coisa que você queira usar. Mas guardar livros junto com a bike é realmente uma idéia bonita, saudável e decorativa, não acham?

Vi no Freshome, no gblog e no knife&saw.

Mais dica de leitura?

Sim, senhores leitores. A escrivinhadora aqui tem lido bastante, e ainda acabou de começar as aulas da pós-graduação (yaaaaay!). Portanto, não posso me furtar de trazer meus livros queridos pra vocês darem uma espiada, né?

Mais um fininho bom de leitura! Mas esse eu não dou, nem empresto, nem vendo nem troco.

A dica da vez é o Produção Visual e Gráfica, de Antonio Celso Collaro. O livro é pequenininho (100 páginas), e a linguagem exige um leitor ao menos “iniciado” no design gráfico. Collaro fala desde a percepção visual do olho humano (umas gotinhas de gestalt aqui) até conceitos de estética, passando pela parte muito prática da preparação de material gráfico para impressão.

Sei que há bons livros na área, mais recentes (e volumosos) do que este. Mas creio que, para começar no design gráfico, está de bom tamanho.

“Mais do que um manual de técnicas, esta é uma obra fundamental para estudantes e profissionais de comunicação social, propaganda e design gráfico interessados em aprimorar as mensagens visuais por meio da compreensão conceitual e do bom uso da tecnologia gráfica.”