Rubens Vieira, gestão do tempo e produtividade: leia aqui sobre essa oportunidade!

18 12 2013

Quem nunca parou no meio do seu dia e pensou:

- Caraca, o que mesmo eu ía fazer agora?

- Bah! era hoje o meu compromisso?

- Meeeeu! Não acredito que perdi esse prazo!

- Piá do céu! Que aconteceu no meu dia que não consegui terminar nada?

- Sinto que estou esquecendo algo… (saindo pela porta)

- Meia hora de arrudeio prá achar a porcaria da chave!

- Égua, não! Não creio que não consegui resolver isso ainda!

E se em duas horas eu te entregar uma ferramenta poderosíssima para resolver isso de uma vez por todas?

E se você pudesse escolher quanto pagar por essa solução?

Pois é: reserve o seu dia prá sair da sala com essa solução no bolso.

 

Exatamente, minha gente. Rubens Vieira está rodando o Brasil com sua palestra, e eu trouxe essa notícia pra cá porque Belém está inclusa na lista de cidades, obaaa!

O Rubens Vieira é fotógrafo, fundador da SpeciaLKidsPhotography e Professor independente de Fotografia, e convida para a Palestra que vai colocar a vida dos fotógrafos, cinegrafista e profissionais de criação em geral de cabeça prá baixo e estabelecer um marco ao propor uma abordagem totalmente diferente e inédita sobre o tema.

Confiram aí:

Rubens Vieira

 





05 de novembro – Dia do Designer

5 11 2012

Para marcar o Dia do Designer, resolvi trazer uma listinha criada por Dieter Rams, designer industrial alemão.

 

1. Um bom design é inovador

2. Um bom design torna um produto útil

3. Um bom design é estético

4. Um bom design torna um produto compreensível

5. Um bom design é discreto

6. Um bom design é honesto

7. Um bom design é duradouro

8. Um bom design é completo, até o último detalhe

9. Um bom design é ecologicamente correto

10. Um bom design é o mínimo possível

Nem só de camadas e filtros se faz um bom designer!





BRT Belém – Apresentação da marca

10 10 2012

Quem mora em Belém já não aguenta mais ouvir a sigla BRT, essas três letrinhas que, juntas, atrapalham a rotina diária de milhares de moradores da região metropolitana da capital paraense, direta ou indiretamente. Mas como este não é um blog jornalístico, político ou algo que o valha, vamos ao que interessa: a apresentação da marca do projeto.

Não quero nem entrar em detalhes do site (até a marca do twitter está sendo utilizada de forma inadequada, de acordo com as regras publicadas pela própria administração da rede social), vou me ater à página de apresentação da marca do projeto. Observem bem na captura de tela abaixo.

Marca BRT Belém

Apresentação da marca BRT Belém no site do projeto.

Acompanhem comigo: o texto começa errado porque apresenta erros grosseiros de ortografia, pontuação e concordância. Sim, isso é um recado direto aos profissionais e estudantes de design que não enxergam a importância do domínio da língua portuguesa (ou qual seja a língua utilizada no contexto). Um texto mal redigido, além de não apresentar coerência e fluidez, é capaz de derrubar a boa reputação de um profissional.

Imaginando que o texto estivesse dentro da norma culta adequada para a língua escrita, sua redação ainda não estaria coerente. No item “Sustentabilidade”, por exemplo, o trecho “A cor Azul turqueza está associada ao conceito de sustentabilidade, reduzindo o nível de CO2 atmosfera da cidade de Belém” (sic) nos deixa interpretar que o mero uso da cor na marca traz como consequência a redução do nível de dióxido de carbono emitido, uma informação obviamente incorreta.

Sobre a marca em si, a própria utilização da imagem (hipoícone) do ônibus é questionável. Uma marca não precisa apresentar o que ela representa (seu objeto) figurativamente, como olhos em marcas de clínicas oftalmológicas, ou grandes dentes antropomorfos em clínicas odontológicas. Para uma marca ter pregnância visual, ou seja, para que ela seja facilmente visualizada, interpretada e memorizada, é preciso simplificar o quanto for possível a sua forma (gestalt, um beijo!). Desta forma, se era realmente necessário desenhar o ônibus na marca do projeto, sua representação poderia estar mais simplificada, considerando ainda a dificuldade de visualização dos seus detalhes quando a marca for utilizada em sua forma reduzida.

A representação em perspectiva linear poderia até ser justificada como representação de dinamismo e velocidade, dois conceitos positivos relacionados ao projeto. Mas sua apresentação foi atribuida à “tecnologia que os ônibus da BRT terão ao trafegarem pela cidade” (sic), mais uma vez sugestionando um conceito equivocado (no caso, de que os ônibus adquirem tecnologia ao trafegarem nas vias da cidade).

Por fim, a perspectiva da faixa branca é apresentada como um recurso para “simbolizar de forma subjetiva” (sic) os corredores e canaletas do projeto. Semioticamente falando, não consigo compreender como seria um símbolo não-subjetivo, pois o símbolo, em si, já é um signo que produz uma ideia geral, que vai ser interpretada diferentemente por cada indivíduo. Ou seja, é subjetivo na sua essência! Porém, devemos considerar a possibilidade do uso do termo “simbolizar”  fora do seu conceito semiótico. Neste caso, a expressão é apenas uma forma de utilizar termos técnicos sem muito critério.

E vocês, o que acharam?

***ATUALIZANDO***

Antes da publicação desse texto, fui apresentada a outro site do mesmo projeto, o brtbelem.com.br. O susto? Um leiaute completamente diferente, incluindo a marca do projeto. Estou achando melhor deixar a análise desta outra marca para outro post, concordam?





Fotovaral Belém 16:16 – Ano II

14 08 2012

Lembram do projeto Belém 16:16, do qual falei aqui? Pois bem, já chegamos à segunda edição do Fotovaral que apresenta os resultados do projeto fotográfico!

Para quem curte fotografia, e adora a cidade de Belém, é uma bela oportunidade de ver a cidade através de olhares incrivelmente diferentes, pois a participação é aberta a profissionais e amadores, sem distinção de equipamento ou conhecimento técnico de fotografia.

O varal acontecerá no dia 19/08, uma programação interessante e gratuita para o fim de semana!

Cartaz do Fotovaral Belém 16:16

Para melhor visualização das informações, clique na imagem





Sombrinha prática e ecológica. Será?

7 07 2012

Levante a mão aí quem souber responder essa: o que nós, habitantes da Cidade das Mangueiras, temos em comum com londrinos?

Acertou quem respondeu “a necessidade de fugir da chuva”.

A designer Shiu Yuk Yuen, observando o hábito inglês de se proteger da chuva com jornal (hábito especialmente comum no centro da cidade, onde há uma edição de distribuição gratuita), criou um suporte para otimizar seu uso, mas que também pode ser utilizado com sacolas plásticas ou outro material similar ao alcance das mãos.

Conheça a Eco Brolly e seu processo de montagem

Em Belém, não é tão comum a utilização de jornal para proteger da chuva, até porque a nossa chuva geralmente chega forte demais para uns pedaços de papel. Há que se considerar ainda que, graças ao calorzinho tropical da cidade, não usamos casacos ou outras peças de tecidos mais pesados, o que nos torna ainda mais vulneráveis mesmo ao chuvisco. Mas talvez umas sacolas plásticas seriam bem vindas. Eu, por exemplo, sempre tenho no mínimo uma, dobradinha em triângulo, guardada na bolsa.

Aí eu me questiono: qual o fator ecológico do produto, se eu vou utilizar um jornal e descartá-lo sem nem ao menos ter feito uso de sua principal função? Será realmente ecologicamente correto usar sacolas de plástico ou outro produto similar, já que provavelmente ele ficará inutilizável após a chuva?

Por outro lado, a praticidade do objeto retrátil e pequeno o suficiente para ser guardado no bolso como um pequeno estojo chega a ser mais interessante que as menores sombrinhas que já vi pelo mercado. No entanto, como sou adepta dos enormes guarda-chuvas (que realmente protegem da nossa querida “chuva das duas”), essa vantagem é irrelevante.

E você, queria ver a Eco Brolly à venda na João Alfredo, ou no comércio da sua cidade?





Nos limites da verossimilhança – cenas cotidianas construidas no Photoshop

25 06 2012

É verdade que, há um bom tempo, minha rotina de tratamento de imagem se resume a correções de cor/brilho/nitidez, redimensionamentos e aplicações de marca d’água. Mas a fotógrafa Kelli Connell, ao meu ver, estabeleceu um novo parâmetro para que você possa afirmar que seu nível de conhecimento em Photoshop é avançado. Fazendo duas ou mais fotografias diferentes de um mesmo modelo, ela consegue reconstruir cenas que vivenciou, testemunhou ou viu na TV.

Gêmeas? Não!

Em seu site, Kelli afirma que o projeto representa um questionamento autobiográfico sobre sexualidade e o papel dos gêneros que molda o indivíduo no relacionamento.

Mais do que esse auto questionamento sobre polaridades comportamentais intencionado pela fotógrafa, percebo uma oportunidade de observamos a nossa relação com a própria imagem fotográfica e seu caráter de mimese da realidade. Antes de mais nada, é preciso reconhecer a técnica minuciosa e apurada da Kelli em suas colagens, pois é bem difícil, até mesmo para olhos treinados (de fotógrafos e outros profissionais da edição de imagens), identificar em suas imagens os elementos que denunciariam a mesclagem de duas ou mais imagens diferentes. Esta qualidade técnica, por si só, seria terreno fértil o bastante para gerar discussões ferrenhas sobre os limites da manipulação fotográfica e sobre a classificação da fotografia na tríade peirceana da relação do signo com seu objeto (se não entendeu nada da última sentença, veja aqui algumas postagens para compreender um pouco mais sobre semiótica peirceana).

Sério, ainda não consegui enxergar falhas.

Mas vamos complicar as coisas um pouco mais. Muita gente por aí atribui a falta de credibilidade da fotografia na atualidade ao uso indiscriminado da manipulação da imagem, impulsionado pelo desenvolvimento e massificação da tecnologia digital. Há alguns anos, uma boa montagem fotográfica só era possível através do conhecimento técnico avançado de um bom laboratorista, profissional gabaritado para manipular os produtos químicos usados no processo de revelação e cópia ampliada dos filmes fotográficos. Hoje basta ter um celular com câmera digital integrada e acesso à internet (para baixar e instalar uma versão pirata do famoso programa)  para conseguir resultados bem razoáveis em montagens. Dessa facilidade, deriva o mau uso das ferramentas, como o excesso de manipulação e a falta de apuro técnico; uma associação altamente passível de gerar imagens sofríveis. E quando se torna possível comparar resultados diferentes oriundos da mesma ferramenta, derruba-se imediatamente o conceito largamente difundido de que as ferramentas em questão (fotografia digital e programa de edição) são as vilãs da história.

E onde a tia Tereza queria chegar com este parágrafo imenso aí em cima? Ora, na incrível descoberta de que a Kelli digitaliza negativos para recriar suas cenas! Isso mesmo: ela utiliza a fotografia analógica em suas criações. (onde está o seu deus agora, hater?)

Agora, dê mais uma espiadinha nas imagens da Kelli e reflita sobre sua vida.

Gente, é um contra-luz! Ela faz montagem com fotos em contra-luz em plena golden hour!!!

De uma delicadeza sublime.

Vi no My Modern Met. Para conferir mais imagens, clique aqui.





Divulgadas imagens dos ingressos para os Jogos Olímpicos de Londres 2012!

24 05 2012

Me deparei hoje cedo (aqui) com as primeiras imagens de alguns ingressos criados para as próximas olimpíadas, em Londres. Confesso que fiquei surpresa, e aparentemente, de maneira positiva.

Logo quando foi divulgado o SIV dos Jogos Olímpicos de 2012, em meados de 2007, houve um grande reboliço entre designers e outros profissionais de comunicação. A marca apresentada foi duramente criticada por conta do aspecto oitentista das cores fortes e traços geométricos, e houve até quem considerasse que a marca cumpriu aí mesmo sua função: ficar impregnada em nossas mentes e se tornar inesquecível até o momento de seu uso mais intensivo, durante o período dos jogos.

Pois bem, agora podemos conhecer uma de suas mais emblemáticas utilizações: os ingressos. São eles que serão guardados em caixas de recordações, pregados em murais de quartos e grampeados em agendas, como a prova incontestável da presença na plateia e lembrança de momentos marcantes para muita gente.

ingressoslondres

Ingressos para Jogos Olímpicos de Londres 2012

Olha, pessoal, até que não está como eu imaginava que seria. Continuo vendo a marca dos jogos com baixa legibilidade, principalmente em proporções reduzidas. Mas até que a escolha das cores ficou interessante, considerando o uso discriminado por localização do evento. Os pictogramas de cada modalidade olímpica também me preocupavam, mas percebo agora uma boa leitura dos pequenos ícones vazados colocados abaixo dos aros.

Ainda vejo com certa restrição também os traços desnecessários nesses mesmos pictogramas, quando usados na área de destaque do ingresso. O que aparentemente foi colocado ali para atribuir dinamismo e energia às imagens acaba se tornando poluição em um certo nível (minimalista, muito prazer).

Já a hierarquização das informações me encantou: data, horário, e um “código de entrada” (nunca estive em um evento esportivo dessas proporções, não sei o que é isso, beijo) dispostos de maneira clara. Até o detalhe do mini mostrador de relógio analógico indicando a posição dos ponteiros no horário do evento foi um detalhe bem pensado! Abaixo da área focal do leiaute, que destaca o pictograma da modalidade sobre um mosaico nas cores atribuídas a cada locação diferente, os dados da entrada e localização do assento também são facilmente identificáveis. Só não consegui identificar algum propósito claro na utilização de duas cores no pictograma maior, e prefiro acreditar que o propósito não ficou evidente do que pensar em uma aplicação aleatória…

E vocês, o que acharam do visual dos ingressos?

Via My Modern Met.








%d blogueiros gostam disto: